Publicado em 26-01-2013 às 21:31 | por Bruna Rasmussen

Clay Marzo: conheça o autista que é um dos melhores surfistas do mundo [vídeo]

Norte-americano sofre da Síndrome de Asperger, forma moderada de autismo.


Quando era bebê, Clay Marzo só conseguia dormir se sua mãe o fizesse boiar em uma banheira de água quente. Aos dois anos, o garoto brincava com pranchas e, aos cinco, rendeu-se ao oceano, de onde, às vezes, só saia para comer.

Marzo não sabe identificar emoções nas outras pessoas e por vezes é rude e violento. Mas quando está na água, tudo faz sentido. Clay Marzo é considerado, hoje, um dos maiores surfistas que o mundo já viu e sofre de Asperger, uma síndrome do espectro autista, que o torna antissocial, ultrafocado e pouco ligado no mundo real.

O oceano e apenas ele

Sua obsessão com o oceano o tornou um expert das águas salgadas. Com 23 anos, Marzo deixa outros surfistas profissionais de queixo caído com as manobras que consegue fazer, afinal, poucos conhecem o funcionamento do oceano como ele. Marzo basicamente desafia as ondas e vai contra tudo o que o surfe já fez. Não é à toa que, em 2007, ele ganhou o prêmio de “Manobra do Ano” pela NSSA, a associação norte-americana de surfe.

Clay Marzo

Fonte: Reprodução/Jeff Flindt

A Síndrome de Asperger, que era motivo de chacota na escola, é apontada como a grande responsável pelo sucesso de Marzo no surfe. “Se eu não tivesse Asperger, eu não passaria tanto tempo no oceano. Porque eu amo surfar e eu consigo focar completamente nisso. E então eu faço coisas na água que talvez os outros não consigam”, disse ele.

Brincando com as ondas

Se em terra Marzo não conversa muito e evita olhar nos olhos, na água ele se transforma em uma pessoa completamente diferente. “Quando eu estou lá [no mar], eu não preciso pensar muito. Eu não preciso me preocupar. Eu apenas estou lá”, afirmou.

Clay Marzo

Fonte: Divulgação

Ao ser questionado pelo jornalista Jonah Lehrer sobre o que ele mais ama em relação às ondas, Clay Marzo respondeu: “Ondas são como brinquedos de Deus. E quando eu estou lá, eu estou apenas brincando com elas.” Para uma pessoa que sofre de Asperger, usar metáforas como esta é uma tarefa complicada. Quando foi entrevistado, Marzo estava no mar, o que prova que sua relação com a água é mais profunda do que a ciência pode, hoje, explicar.

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