Publicado em 01-11-2012 às 16:54 | por Bruna Rasmussen

Como os analgésicos bloqueiam a dor? [vídeo]

Por que sentimos dor? Qual a diferença entre a aspirina e o ibuprofeno? Descubra!


Diferente do que você pode imaginar, a dor não é uma coisa ruim, mas um mecanismo importantíssimo, responsável por manter você vivo e a salvo. Sem ela, você poderia bater a cabeça ou decepar um dedo e nem ao menos perceber.

Ai! Mas o que é a dor?

Em toda a extensão do nosso corpo existem nociceptores, células nervosas especializadas que funcionam como detectores de dor. Essa rede de células se estende da medula espinhal para toda a pele, dentes, músculos e até mesmo para alguns órgãos internos.

Os nociceptores levam informações do lugar onde estão – seja no dedão do seu pé ou no seu olho – para o cérebro, mas só funcionam caso essa parte esteja sendo danificada. Então, se um prego entrar no seu dedão, o nociceptor vai informar o seu cérebro de que há algo ali está comprometendo a integridade do corpo.

Como os nociceptores atuam

Fonte: Reprodução/YouTube

No entanto, se você apenas encostrar o prego na ponta do dedo, vai perceber a textura e a temperatura do metal, mas não vai sentir dor. Isso quer dizer que os limites do nociceptores não foram atingidos.

Esse limite também pode ser afetado por alguns elementos químicos, que são produzidos por determinadas células danificadas. Assim, o limite dos nociceptores é baixado, fazendo com que você sinta mais dor que o comum.

Em situações como essa surge a necessidade de usar os famosos analgésicos, comprimidos mágicos que acabam com a dor em excesso.

Aspirina e Ibuprofeno: qual a diferença?

Aspirina ou Ibuprofeno?

Fonte: Reprodução/YouTube

Esses dois tipos de analgésico têm a mesma função: inibir a produção da prostaglandina, um daqueles químicos que causam a dor em excesso.

Vamos entender melhor. Quando as células são danificadas, elas liberam ácido araquidônico. As enzimas COX-1 e COX-2 transformam esse ácido em prostaglandina H2 que, por sua vez, é transformada em uma porção de outros elementos, responsáveis por aumentar a sua temperatura, provocar o processo inflamatório e, claro, diminuir o nível do nociceptores.

Toda enzima tem um local ativo, parte em que todas as reações acontecem. Os locais ativos das enzimas COX-1 e COX-2 reagem facilmente ao ácido araquidônico, preenchendo esse local. Agora, se a aspirina ou o ibuprofeno tomarem esse lugar antes do ácido, a prostaglandina não é produzida. E é basicamente essa a mágica dos analgésicos.

Como os medicamentos bloqueiam a dor

Fonte: Reprodução/YouTube

A aspirina funciona como um porco espinho, lançando um dos espinhos dentro do local ativo das enzimas e quebrando-se. Assim, as enzimas são desativadas.

O ibuprofeno funciona de uma maneira um pouco diferente. Em vez de se quebrar ou de alterar a enzima, ele fica por inteiro dentro da local ativo e, enquanto lá estiver, o ácido não poderá entrar. A parte ruim é que o COX-1 e o COX-2 podem expulsá-lo do local ativo, voltando com a produção de prostaglandina normalmente.

Ufa! A química que acontece dentro do corpo é complicada, mas ler essa explicação não doeu. Doeu?

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