Publicado em 08-01-2013 às 0:39 | por Bruna Rasmussen

Quer saber o quanto você ainda irá viver? Basta fazer um exame de sangue

Análise do DNA fornece dados sobre a idade biológica de um indivíduo.

Teste de longevidade

Fonte: Reprodução/Alamy

Um senhor de 50 anos pode ter a saúde de um jovem de 30, enquanto que um rapaz de 20 pode ter o corpo tão sofrido quanto o de um vovô de 70. Você já deve ter ouvido falar que a idade está na cabeça, contudo, a verdade é que ela está no DNA.

Um polêmico exame de sangue busca analisar o DNA e promete informar quanto é a sua expectativa de vida, informando a sua idade biológica. O processo é feito a partir da contagem dos telômeros, pequenas pontas que protegem os cromossomos. Diversos estudos já comprovaram que a presença de muitos telômeros curtos está atrelada a doenças como o câncer, problemas cardíacos e Alzheimer.

Como fazer o teste

Três empresas já tornaram o teste público e, apesar do alto custo, milhares de pessoas já o fizeram. A espanhola Life Length cobra hoje 650 libras (cerca de R$ 2100) por teste, mas prevê que até 2017 este valor seja diminuído em até 90%. As norte-americanas Spectra Cell e a Telome Health cobram valores entre US$ 200 e US$ 300 (cerca de R$ 600) para a realização do teste, o que ainda é caro para a grande maioria das pessoas.

Bola de cristal?

O exame não serve como uma previsão certeira que informa quantos anos e meses você terá de vida, assumindo que você vá ter uma morte natural. Segundo Otto Shaefer, vice presidente de marketing da SpectraCell, o teste funciona mais como um aviso de como está a sua saúde. “Nós enxergamos isso como um alarme para o paciente e para o médico dizerem ‘Oh, você está envelhecendo rápido’”.

Telômero é a potinha do cromossomo

Telômero é a potinha do cromossomo. Fonte: Reprodução/Diario Medico

A ideia é que o exame tenha uma função similar a de um exame de colesterol, por exemplo, em que um problema é indicado e o paciente precisa mudar de hábitos caso queira contorná-lo. Ao saber que você está envelhecendo rápido demais, por exemplo, seria possível rever seus hábitos alimentares e melhorar os exercícios físicos, de forma a evitar possíveis doenças e prolongar sua vida em mais alguns anos.

“Mesmo que um paciente de 50 anos tenha um comprimento de telômero típico dos pacientes de 70 anos, isso não significa que a pessoa tenha um corpo de 70 anos”, complementa María Blasco, co-fundadora da Life Lenght.

Isso acontece porque o corpo de cada pessoa reage de forma diferente aos acontecimentos da vida e esses danos podem ser medidos diretamente nos telômeros.

Seu seguro de vida pode depender disso

Teste pode medir a expectativa de vida

Fonte: Reprodução/Artisrams

Empresas que vendem seguros de vida estão com toda a atenção voltada para este novo exame. Afinal, ter uma média de expectativa de vida do cliente impacta diretamente na venda e no preço dos seguros. E é aí que começa toda a polêmica. Afinal, o exame é realmente preciso o suficiente para servir como base de um setor gigantesco como são as vendas de seguro de vida?

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