Publicado em 27-12-2012 às 23:25 | por Bruna Rasmussen

Abacaxi cultivado com esterco e urina vale até R$ 32 mil a unidade

Fruta é produzida pelo Lost Gardens of Heligan, que utiliza ténica do século XIX.

Abacaxi cultivado utilizando estrume

Fonte: Reprodução/SWSN

Apesar de ficarem restritos aos países tropicais, abacaxis não são mais frutas exóticas como eram no passado. No século XVIII e XIX, por exemplo, ter uma fruta dessas na mesa era sinal de riqueza e de bom gosto, enquanto que, hoje, ela está disponível em qualquer supermercado ou frutaria. Sendo assim, como um abacaxi pode custar R$ 32 mil a unidade?

Produzida pelos jardineiros do Lost Gardens of Heligan, em Cornwall, na Inglaterra, a fruta é cultivada a partir de uma técnica diferente, responsável por fornecer o calor suficiente para que ela se desenvolva mesmo no inverno britânico. O jardim botânico é um dos mais famosos da Inglaterra e produz abacaxis por meio desta técnica desde o século XIX.

Esterco e urina?

Uma espécie de estufa com recipientes para a planta é aquecida por meio da reação química formada pela mistura de esterco, urina de cavalo e feno. Com o calor gerado, o ambiente adquire características de um país tropical, possibilitando o crescimento dos abacaxis. Apesar do cheiro nada agradável, a mistura não entra em contato com a fruta, garantem os jardineiros.

Abacaxi a preço de ouro

Por ser uma técnica completamente manual, são poucas as frutas desenvolvidas em Heligan. Segundo o jardim botânico, hoje existem apenas oito abacaxis, que provavelmente serão colhidos em 2013. Além disso, o processo é bastante custoso, por envolver cerca de 90 toneladas de estrume por ano e a atenção redobrada dos jardineiros.

Time de jardineiros

Equipe de jardineiros de Heligan. Fonte: Reprodução/Lost Gardens of Heligan

Apesar de não serem colocados à venda – todas as frutas são consumidas pelos funcionários, o Lost Gardens of Heligan estima que cada fruta valha até R$ 32 mil, caso fossem leiloadas.

O abacaxi especial já serviu de presente até mesmo para a Rainha Elisabeth II, em comemoração ao seu 50o aniversário. Segundo James Stephens, funcionário do jardim, os abacaxis são “deliciosamente doces, não muito fibrosos e com uma explosão de sabor”.

Deu água na boca? Pena que vamos ficar só na vontade!

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