Publicado em 29-09-2012 às 23:58 | por Bruna Rasmussen

Imagens fofas de gatinhos e cachorrinhos podem ajudar na concentração, afirma estudo

A Hiroshima University, no Japão, provou que fotos de filhotes alteram a cognição e a capacidade motora das pessoas.

Boo, o cachorro mais fofo da internet

Boo, o cachorro mais fofo da internet. Fonte: Reprodução/Facebook

A internet foi bombardeada por imagens de filhotes fofinhos, gatinhos bonitinhos e cachorrinhos atrevidos. Mas o ataque de fofura sofrido pela web pode não ser tão ruim quanto você imagina. É o que afirma um estudo feito pela Hiroshima University, no Japão.

Chamada de “o poder do Kawaii”, palavra que indica “fofo” em japonês, a pesquisa buscou mostrar como figuras consideradas fofas conseguem alterar a percepção humana. Para isso, o “fofo” foi definido a partir do conceito de “baby schema”, o que envolve características como ter uma cabeça proporcionalmente maior que o corpo e a testa e os olhos grandes – isso te lembrou alguma coisa? Pokémon? Hello Kitty?

Mais fofura, mais concentração

Durante o primeiro teste, 48 voluntários com idades entre 18 e 22 anos jogaram um jogo que consiste em retirar partes plásticas que representam órgãos humanos utilizando uma pinça – tarefa que exige bastante da coordenação motora.

Depois de várias partidas, eles tiveram acesso a diversas imagens de filhotes de gatos e cachorros – as clássicas imagens fofinhas que vemos por aí. De acordo com os pesquisadores, os voluntários tiveram uma performance 44% melhor depois que foram expostos à fofura dos bichinhos. O teste foi feito também com fotos de animais adultos e, como era de se esperar, não rendeu o mesmo efeito: houve apenas 5% de melhora.

Gatinho tomando banho

Fonte: Reprodução/Facebook

O segundo teste teve um apelo visual em vez da necessidade de coordenação motora. Os voluntários precisavam distinguir textos e números em imagens e, embora a melhroa tenha sido reduzida para apenas 2%, os pesquisadores garantem que influência visual também acontece.

Apesar da pesquisa ter seguido todos os métodos e protocolos, ela é bastante questionável. Isso porque, além de contar com uma quantidade de voluntários considerada baixa, a variação no resultado, para mais ou para menos, é de 10%, tornando o resultado do segundo teste, por exemplo, irrelevante. Fora isso, o estudo é válido no sentido de ser pioneiro em especular a relação entre figuras tão populares no japão e na internet em geral e a capacidade cognitiva humana.

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