Publicado em 22-09-2012 às 1:29 | por Bruna Rasmussen

Você é mais generoso quando está sob pressão, afirma estudo

Tempo para pensar faz com que decisões egoístas sejam tomadas.

Fonte: Reprodução/MorgueFile

De acordo com uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Harvard, generosidade é uma mera questão de tempo. Imagine que você tenha R$ 10 no bolso e cinco segundos para decidir o quanto vai doar para uma instituição de caridade. Provavelmente, a quantia destinada seja maior do que se você tivesse vinte ou trinta segundos para pensar sobre a doação. É o que afirmam os pesquisadores.

Voluntários foram selecionados em um site de crowdsourcing e, separados em grupos de quatro pessoas, participaram de uma espécie de jogo de economia. Cada participante recebeu a quantia de R$ 0,40 e tinha duas opções: doar o valor inteiro ou parcial para o grupo, sendo que a quantia seria então duplicada e dividida de forma igual entre as partes, ou ficar com a grana e contar com a boa vontade alheia para que a divisão rendesse bem.

Ao analisar a quantidade de dinheiro doado para o grupo com o tempo utilizado para tomar essa decisão, os pesquisadores perceberam que quanto menor era esse tempo, maior era a doação. Intrigados, resolveram mudar as regras do jogo para tentar comprovar a hipótese.

Instinto generoso

Em um novo grupo, a brincadeira era a mesma, com a diferença de que os jogadores tinham até 10 segundos para tomar uma decisão. Em outra rodada, a regra foi o contrário: os participantes teriam, obrigatoriamente, 10 segundos para refletir e só então poderiam fazer a escolha sobre a quantia a ser doada.

Ao final dos testes, a hipótese estava comprovada. As pessoas que tiveram até 10 segundos para agir doaram muito mais dinheiro para  o grupo do que os participantes que precisaram refletir sobre a ação.

Para os pesquisadores, a ação rápida está ligada aos instintos humanos – no caso, a generosidade. “Com base em nossos resultados, seria tentador concluir que a cooperação é uma característica nata e escrita geneticamente, em vez de ser um produto transmitido culturalmente. Esse não é necessariamente o caso: respostas intuitivas também podem ser formadas pela evolução cultural e pelo aprendizado social através do desenvolvimento”, afirmaram eles.

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