Publicado em 30-09-2012 às 1:26 | por Bruna Rasmussen

Você não dividia seus brinquedos quando criança? A ciência explica o porquê

De acordo com pesquisadores, área do cérebro responsável pela troca ainda estava em desenvolvimento.

Ser egoísta é característica da criança

Fonte: Reprodução/stock.xchng

Pais sofrem com crianças teimosas e egoístas que fazem um verdadeiro escândalo toda vez que têm que emprestar seus brinquedos para os coleguinhas. Mas calma, esse comportamento é perfeitamente normal, de acordo com cientistas do Planck Institute for Human Cognitive.

Nas crianças, a área do cérebro responsável pelo conceito de compartilhamento ainda está em desenvolvimento e isso é, em boa parte, o motivo pelo qual é tão difícil emprestar um carrinho ou um jogo.

O experimento

Para estudar melhor esse comportamento, o pesquisador Nikolaus Steinbeis observou crianças entre 6 e 14 anos em tarefas que exigiam tomadas de decisão, como compartilhar com uma outra criança anônima fichas de pôquer que poderiam ser trocadas por prêmios.

Na segunda parte do teste, a criança mais nova poderia recusar a troca e, se assim decidisse, nenhuma das duas ganhava as fichas. Essas regras colocavam no jogo uma tática social mais apurada, que exigia o uso do senso de compartilhamento.

Como resultado, Steinben observou que, durante a segunda rodada, as crianças mais novas tiveram mais dificuldade em oferecer boas trocas e em recusar ofertas que eram injustas. Enquanto isso, no medidor cerebral, essas crianças apresentaram menos atividade na área do córtex pré-frontal, responsável pelo compartilhamento.

Então, se uma criança tem dificuldades em emprestar sua bicicleta ou deixar que o amiguinho brinque com seus bonecos, a culpa é, de certa forma, de sua idade. Assim que crescemos, desenvolvemos essa área do cérebro, bem como habilidades sociais que envolvem também a troca.

Agora, você pode ir correndo contar para os seus pais que você não era tão malvado assim – só não estava crescido o suficiente!

  •  Fontes:


Tags: ,






De volta ao topo ↑